Pará deve ter novos voos e reforço ao turismo
O vice-governador e secretário Especial de Gestão, Helenilson Pontes, afirmou, ontem à noite, que “nas próximas semanas” já serão anunciadas novidades no transporte aéreo do Centro-Sul ao Pará, com voos fretados. Entrevistado pelo jornalista Mauro Bonna, no programa Argumento da RBATV, Pontes falou sobre turismo, transportes, mineração, terras, o Banpará e as obras do PAC que, segundo ele, estão sendo tocadas no Estado “com muitas dificuldades”.
Não se trata, segundo o vice-governador, de nenhum tipo de retaliação política, mas por causa do “conjunto enorme de projetos” que dificulta a execução do programa. O Pará, afirmou, estaria melhor contemplado se a obra de derrocada do Tocantins para a conclusão da hidrovia do Tocantins-Araguaia não tivesse sido retirada do programa. O asfaltamento da Transamazônica é lento, mas a Santarém-Cuiabá “vem sendo bem tocada”.
Sobre turismo, Pontes disse que “está confiante no novo momento” que o Estado vive com a criação da Secretaria de Turismo. Ele disse que é “mentira, um mito” a crença de que os voos internacionais não chegam mais em Belém por causa do ICMS. “Todas as alíquotas foram zeradas para voos internacionais em todos os Estados”, informou.
Ele disse também que informações sobre o Pará já estão circulando nas revistas de bordo da companhia portuguesa de aviação TAP e que um voo da empresa está sendo negociado para Belém. O Plano Estratégico de Turismo, diz Pontes, “é o alicerce científico e técnico fundamental para desenvolver o turismo no Pará”, que completa que a parceria com o setor privado é fundamental.
Pontes disse que a “redução das desigualdades” é prioridade para o governador Simão Jatene. Segundo o vice-governador, a busca tem sido para garantir recursos para os 40% de paraenses que vivem abaixo da linha de pobreza, a partir dos US$ 41 bilhões que serão investidos no setor mineral pela iniciativa privada até 2014.
Segundo Pontes, a verticalização do setor mineral no Pará é irreversível com a Alpa (a siderúrgica que a Vale está implantando em Marabá).
Pontes falou ainda sobre os royalties do Pré-Sal, que já garantiram “um bom quinhão” ao Pará, apesar do estado ainda não ser um produtor de petróleo. Um dos graves problemas do Estado, segundo ele, é questão fundiária, que ele considera tem mais a ver “com o governo federal”, que é responsável por uma grande parte do território paraense. O governo do Estado, segundo ele, tem ingerência em menos de 30% de suas terras.
O vice-governador anunciou ainda que em breve o Banpará vai entrar para valer no mercado, concorrendo com os bancos privados, mas sem perder a sua característica de um banco de desenvolvimento social, que dá lucro e sempre foi bem avaliado pelo Banco Central.